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O que alguns leitores especiais dizem a respeito de Retro-Retratos:

 

Affonso Romano de Sant'Anna, poeta e professor de literatura (quarta capa do livro)

Diferentemente das pessoas que na adolescência têm surtos poéticos, e depois se dispersam, Celina Portocarrero conviveu (em segredo) com a poesia até que na maturidade ela irrompesse com maestria e irremediavelmente necessária.

 

Antonio Carlos Secchin, poeta e professor de literatura (quarta capa do livro)

A autora escreve - duplamente - "por precisão": ao mesmo tempo movida pela premência do dizer e pela agudeza e pertinência no modo de fazê-lo. A escrita de Celina Portocarrero, límpida e tocante, transforma as perdas da vida em ganhos de poesia, na combinação entre uma alta carga emotiva e a consciência técnica de seu ofício, disfarçada com mestria na requintada simplicidade do livro.

 

Flávio Carneiro, escritor e professor de literatura (por email)

[...] queria dizer que adorei o livro, que o li mais de uma vez e que elegi o poema-título como meu preferido, pra ser citado ainda muitas vezes no que vou escrever ou falar por aí. Sua poesia é daquela simplicidade que invejo tanto, que vejo em Bandeira, Drummond. Pequenos retro-retratos seus mas também da cidade, do entorno de cada um, da vida de cada um de seus leitores.

 

Henrique Rodrigues, poeta e coordenador de projetos literários no SESC

"Retro-Retratos" é o livro de estréia de Celina Portocarrero. A autora, nascida em 1945, só aos 60 anos começou a mostrar sua poesia. Isso a partir de uma vasta intimidade com a palavra. Trabalha como tradutora, dançando por cinco idiomas. Fotografa e pinta. Aliás, logo no início a autora se apresenta numa quadrinha popular ("Conciso currículo"):

Traduzo por profissão
Se pinto é por devaneio
Fotografo por enleio
Escrevo por precisão

Nessa precisão do último verso vemos dois aspectos fundamentais do livro: a necessidade de expressão poética e o cuidado técnico com a palavra. Um tipo de "navegar é preciso", como o general Pompeu ordenava aos romanos, e que hoje também comporta as duas interpretações.

Celina não possui o vício preguiçoso de muitos poetas contemporâneos em ostentar desprezo por leituras e pelo uso de técnicas: lança mão de rimas, versos metrificados e tantos outros recursos específicos. Porém, sabe que esses artifícios devem ser usados em função da idéia poética, e não o contrário. Sabe que o poema é, sobretudo, o resultado da construção consciente de uma expressão artística, restando ao leitor fazer as viagens no momento da fruição, como se lembrasse o verso final de Pessoa: "Sentir? Sinta quem lê".

Com todos esses aspectos, a poesia de Celina Portocarrero transita com mestria no terreno inefável do tempo, que é, a rigor, a grande matéria da poesia. Enquanto situa o presente e evoca um passado de forma suave, a autora trilha um belo caminho, acessível (pela dicção inteligível) e firme (pela experiência com a palavra), pela atemporalidade poética.

 

Reynaldo Valinho Alvarez, poeta (orelha do livro)

Retro-Retratos, livro de estréia de Celina Portocarrero no trânsito congestionado da poesia brasileira de hoje, é uma coletânea de poemas breves, muitos de uma só estrofe construída em versos curtos, onde a emoção contida se espelha na concisão e na precisão que refletem o mundo visto pelos olhos da autora. A leve ironia que perpassa os poemas é o contraponto despojado da sombra de uma paixão que apenas se insinua, temerosa de reivindicar sua presença no concerto mundano em que o trivial se declara soberano e dono da verdade. A poesia nascente de Celina Portocarrero surge como a aurora de um sorriso por trás do qual geme um protesto sufocado.